Entre a Lapidação e a Graça, um encontro

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Neste espaço de cuidado, partilhamos reflexões e histórias que visam encorajar e nutrir a alma de pastores, líderes e missionários .

Esta partilha convida-nos a mergulhar numa conhecida história bíblica do Evangelho de João, capítulo 8. No centro, encontramos uma mulher apanhada em adultério . A sua situação era de completa condenação . Estava sozinha, sem amparo, sem proteção, entregue à sua sorte e rejeitada por todos . O seu castigo legal era a lapidação . Aqueles que a cercavam, com pedras nas mãos, eram os que se escondiam por trás dos seus títulos e orgulho – fariseus, chefes dos sacerdotes, escribas, mestres da lei – prontos a julgar e condenar .

A reflexão aponta para a dolorosa verdade de como esta cena se repete na atualidade . Também nós, por vezes, nos sentimos solitários, sedentos, rejeitados e condenados por aqueles que se sentam nos seus “tronos de autoridade e orgulho”, prontos para atirar a primeira pedra . A história daquela mulher pode facilmente ser a história de qualquer um de nós .

A partilha aprofunda o conceito de “adultério”, não o limitando ao ato físico, mas descrevendo-o como o impulso da alma de tentar preencher o vazio do coração com algo ou alguém que não seja o Senhor . É permitir que a nossa natureza carnal se entregue a coisas menores diante da grandeza de Deus, que nos promete intimidade plena. É, em essência, todo o pecado que busca satisfazer a carne e aliviar momentaneamente a ansiedade ou a dor .

Diante dos acusadores da mulher, Jesus proferiu uma verdade desconcertante: “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a tirar a pedra nela” . Um a um, eles foram embora . A mulher ficou, mas a solidão já não era a mesma. Humilhada e confrontada com a sua condição, ela ouviu a doce voz de Jesus a perguntar: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?”. Após a sua resposta sincera (“Ninguém, Senhor”), Jesus pronunciou as palavras que oferecem a graça libertadora: “Eu também não te condeno. Agora vai e não peques mais”.

Esta reflexão estabelece um paralelo importante com o campo transcultural e a vida de quem nele serve. É realçado como o trabalho missionário pode ser sedutor de diversas formas. Podemos ser seduzidos pelo próprio trabalho, pela necessidade de aceitação, pela busca de valor e aprovação no que fazemos, pela reputação, ou pela pressão de apresentar resultados aos apoiadores. A reflexão adverte que tudo isso pode, perigosamente, quase roubar o trono do nosso coração, colocando algo no lugar que pertence unicamente ao Senhor.

A mensagem central e poderosa que emerge desta história para todos nós, particularmente para quem serve, é que o verdadeiro valor do trabalho transcultural, e de qualquer serviço a Deus, reside n’Ele próprio e num encontro genuíno com Ele. É este encontro que nos capacita a ouvir e obedecer à Sua voz que nos diz: “Vá e não peques mais”.

A reflexão convida-nos a olhar para dentro com algumas perguntas finais: “O que isso tem a ver contigo? Tens ouvido a doçura desta voz? O que ele te fala? Qual é a tua decisão?”.

Este tipo de partilha ilustra bem a forma como o Ministério PitStop procura cuidar de quem cuida, oferecendo momentos de introspeção, confronto amoroso com a Palavra e, acima de tudo, o encontro transformador com a graça de Jesus.

Partilhe a sua Experiência e Descubra Mais!

Esta reflexão ressoou consigo? Já sentiu o peso do julgamento ou a subtil sedução do serviço a desviar o seu foco? Como a graça tem sido o seu lugar de encontro e reparação?

Deixe o seu comentário e partilhe a sua perspetiva connosco nos comentários abaixo!

Para continuar a nutrir a sua alma e ministério com mais reflexões, testemunhos e encorajamento, convidamo-lo a explorar outros textos aqui no nosso blog e a conhecer os diversos recursos oferecidos pelo Ministério PitStop. Pode encontrar esta e outras partilhas disponíveis nos nossos canais online.

Que encontremos sempre o nosso Pit Stop, essa paragem vital para nos reabastecermos e continuarmos a servir com o coração plenamente voltado para Aquele que nos chamou e nos encontra com a Sua maravilhosa graça.

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